Bocado de Arte


O Divino Michelangelo

Comprei e assisti ontem mesmo "O Divino Michelangelo", o primeiro de uma série de super produções da BBC que estão sendo lançados aqui no Brasil pelo "Grupo Domo". Preço salgado, localização fácil = R$29,90, em todas as bancas ou no site da editora. Eis um gasto que compensa ser feito sem maiores justificativas! Todos sabemos que os documentários da BBC são sinônimo de qualidade, porque são embasados em descobertas atualíssimas e sempre contam com a colaboração de grandes estudiosos do assunto. No caso de "O Divino Michelangelo", quatro historiadores da arte (William E. Wallace, Robert Hatfield, Sir Timothy Clifford e Monsenhor Timothy Verdon) abrilhantam o programa com seus depoimentos esclarecedores sobre a obra e a a personalidade complexa deste gênio do Renascimento que realmente merece a alcunha de "divino". 

 

Os depoimentos dos professores são entremeados com a dramatização da vida de Michelangelo pelo ator inglês Stephen Noonan, o que torna o programa não só instrutivo mas também muito lúdico. As manias de Michelangelo chegam ate mesmo a render boas risadas! É interessante, por exemplo, saber que a mesma pessoa que criava obras maravihosas como o teto da Capela Sistina, a Pietá ou o David (neste post) era capaz de ficar anos sem tomar banho.........

É claro que nem só de curiosidades bizarras é feito o vídeo. Os aspectos que fizeram de Michelangelo um dos maiores artistas do mundo (a singularidade de sua técnica, como se dava a confecção de suas obras, seu relacionamento com os papas e os mecenas) são minuciosamente explicados neste trabalho. É por isso que eu deixo aqui para você, caro amigo do Bocado de Arte, um conselho de amiga: não deixe de adquirir este dvd!



Escrito por Ana Bolena às 19h55
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Homenagem a Claude Jade (1948-2006), atriz de muitos filmes do Truffaut

(Acho que os dois estão, neste momento, retomando o namorico que não deu lá muito certo nos anos 60.....)

Que reste-t-il de nos amours
Paroles: Charles Trenet. Musique: Léo Chauliac - 1942

(da trilha sonora do filme "Beijos Proibidos")

Ce soir le vent qui frappe à ma porte
Me parle des amours mortes
Devant le feu qui s' éteint
Ce soir c'est une chanson d' automne
Dans la maison qui frissonne
Et je pense aux jours lointains

{Refrain:}
Que reste-t-il de nos amours
Que reste-t-il de ces beaux jours
Une photo, vieille photo
De ma jeunesse
Que reste-t-il des billets doux
Des mois d' avril, des rendez-vous
Un souvenir qui me poursuit
Sans cesse
+
Bonheur fané, cheveux au vent
Baisers volés, rêves mouvants
Que reste-t-il de tout cela
Dites-le-moi

Un petit village, un vieux clocher
Un paysage si bien caché
Et dans un nuage le cher visage
De mon passé

Les mots les mots tendres qu'on murmure
Les caresses les plus pures
Les serments au fond des bois
Les fleurs qu'on retrouve dans un livre
Dont le parfum vous enivre
Se sont envolés pourquoi?

{au Refrain}



Escrito por Ana Bolena às 18h29
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Da série: "Eu queria ser...."

Episódio de hoje: Curador de museu

"Lembro-me com carinho das incursões especiais que fiz quando era diretor do Museu Metropolitano de Arte de Nova York, em depósitos a que poucos forasteiros tiveram permissão de acesso. Certa vez os soviéticos mandaram sair os visitantes quando cheguei - nada poderia fzê-los mudar de idéia. É também bastante proveitoso ir na companhia de um profissional famoso.

No Hermitage ninguém jamais fora  levado aos depósitos. Certa vez tive total acesso à mais fechada dessas salas. O motivo foi que tive uma arma secreta - em Jaqueline Kennedy Onassis, que estava editando o catálogo de uma exposição de trajes russos no Museu Metropolitano de Arte de Nova York. Jackie ficou perturbando os nababos culturais soviéticos para que enviassem pelo menos um item dos trajes do czar Nicolau e da czarina Alexandra. Eles recusaram. A explicação que obtivemos foi de que o assassinato do czar e de sua esposa e filhos era o único pecado de Lenin, e que o envio de um vestido ou de um traje militar relembraria ao mundo esse pecado. Jackie argumentou que se sentiria melhor se pudéssemos ter para a mostra a maravilhosa capa que a princesa Elisabeth usava em seus passeios de inverno. Perdão, ela sumiu. Jackie insistiu em que a capa ainda devia estar por lá - ela sabia. Não, ela sumiu. Jackie fez a expressão certa de descontentamento. Meus colegas russos encolheram-se de medo e eu sabia que eles tinham de dar algo importante em troca da recusa.

Poucos dias depois, no Hermitage, fomos chamados pelo curador de trajes e pelo representante do Partido Comunista no museu para ir a "um lugar onde raramente alguém foi". Quando eu e Jackie chegamos a uma enorme porta no meio de uma galeria, o curador nos disse: "Por razões de segurança, pedimos que fechem os olhos e nós os conduziremos."

Atendemos.

Depois de descermos um pequeno lance de escada e atravessarmos outra porta, disseram-nos para parar e abrir os olhos, e ali estávamos em completa escuridão.

De repente, acendeu-se um conjunto de refletores e lá estava um trenó de aço de maravilhoso design barroco - do tamanho de um fusca - , estofado de um lindo veludo verde, com uma luxuosa capa verde de seda e veludo com arremate de arminho estendida sobre o assento dianteiro. Era a capa de inverno da princesa Elisabeth. Ela tinha o costume de inundar os halls do Hermitage durante o inverno e abrir as janelas para poder patinar e andar de trenó. Nossos colegas russos disseram que haviam "encontrado" tanto a capa desaparecida quanto o trenó e garantiram que poderíamos levar ambos para a exposição - e que aqueles objetos eram muito melhores do que qualquer traje que Nicolau e Alexandra jamais possuíram."

Thomas Hoving, ex-diretor do Metropolitan Museum of Art, New York - "Arte para Dummies" - Editora Campus - 2000



Escrito por Ana Bolena às 21h10
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Não, eu não vou falar da falta de luz no MASP. O fato já fala por si.........

Vou chorar as pitangas por conta do fechamento de duas salas de cinema que eram o meu xodó: o Top Cine e o Vitrine. Alguns textículos abaixo, e vocês poderão (re)ler sobre as mostras estupendas que o Top Cine costumava promover. Se eu conheço um pouco mais da história do cinema francês, isso foi graças às retrospectivas que eram exibidas naquelas duas salas de canto, escondidinhas lá num shopping da Av. Paulista. Truffaut, Godard, Chabrol, Eric Rohmer, e tantos outros clássicos ficarão agora dormentes, à espera de algum mecenas que possa voltar a exibí-los. Lamento pelas futuras gerações de amantes da 7ª arte daqui de Sampa, que provavelmente nunca terão a oportunidade de ver o supra-sumo da Nouvelle Vague em tela grande. O negócio fica ainda pior se levarmos em conta que a maioria dos filmes que eram exibidos no Top Cine não foi lançada em terras tapuias nem em VHS.....

O fechamento do Vitrine é outra lástima. Vai virar igreja evangélica. Como se já não estivéssemos saturados delas......

Precisamos de arte e cultura (que são manifestações tão importantes e legítimas quanto um culto ou uma missa) e não de charlatões querendo levar nosso suado dinheirinho para incrementar seus interesses escusos - que o diga essa reportagem.



Escrito por Ana Bolena às 20h45
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P í l u l a s

* Constate que o fundamentalismo religioso está atuando com força na arte brasileira clicando aqui.

(E eu que achava que essas coisas TFPtísticas só aconteciam em SP......)

* Leia (mais) um artigo desancando o MASP clicando aqui

* Leia um artigo de Jorge Coli metendo o pau na exposição "Luz e sombra na pintura italiana entre o Renascimento e o Barroco", promovida pela Pinacoteca do Estado, clicando aqui

* Conselho: quer gastar bem seus 40 reais? Veja os Mummenschanz.

* Dias 23 e 30/04 tem "Fahrenheit 451", do Truffaut, por apenas 4 reais. Só podia ser no Centro Cultural Banco do Brasil-SP. És fã de Truffaut? Então clique aqui.

* Esse Spencer Tunick e seus meninos pelados já encheram o saco.

* Sim, ressucitei essa esbórnia.



Escrito por Ana Bolena às 20h12
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Sobre a gestão desastrosa do Júlio Neves à frente do MASP....

Folha de S. Paulo - 13/06/2005 - Editoriais

MARIO CESAR CARVALHO

A morte do Masp

O Masp (Museu de Arte de São Paulo) não recebeu nem um centavo de doadores privados neste ano. Talvez por isso sejam reveladoras as fotos em que Julio Neves, o presidente do museu, aparece sorrindo na inauguração da Daslu, cujo prédio foi projetado pelo arquiteto.
As fotos são reveladoras porque expõem cruamente o muro que separa os novos ricos do universo da arte: os que pagam R$ 4 mil por uma saia ou R$ 8 mil por um terno acham que não vale a pena dar um centavo para o Masp ou para qualquer outro museu.
A ascensão meteórica da Daslu e a morte lenta do Masp parecem fazer parte de um mesmo fenômeno: aquele em que a elite paulistana abandona completamente a esfera pública, o espaço de convívio com os diferentes, para se isolar em bunkers como o que abriga a Daslu.
Museus são um dos melhores indicadores da predisposição da elite para dividir um de seus bens mais valiosos: a arte. É por isso que o Brasil dos anos 70 assustava os artistas estrangeiros. Como pode um país tão pobre oferecer obras primas de Van Gogh, Cézane e Modigliani num prédio que é, ele próprio, um assombro modernista?
Esse país parece ter acabado. Desde outubro de 1994, quando derrotou José Mindlin por um voto (22 a 21), Neves promove um processo de desmonte do Masp. Trocou o piso, aposentou os cavaletes de vidro e concreto, levantou paredes e criou uma sala VIP. Por incrível que pareça, ninguém fez nada _o Patrimônio Histórico, o Ministério Público, os artistas, os colecionadores, os críticos. Neves extrai suas forças desse vácuo: há dez anos ele está na presidência do Masp.
Neves trata o prédio de Lina Bo Bardi (1914-1992) como se fosse mais uma obra dele. Não é por capricho que se quer manter os cavaletes de vidro e o piso básico do Masp. Eles narram as opções de Lina por um modernismo seco, sem adereços. Refletem as escolhas políticas da arquiteta. Lina era comunista e, no período mais negro da ditadura militar, em 1968, emprestava o canteiro de obras do Masp para Carlos Marighela, um dos guerrilheiros mais procurados, fazer reuniões da Aliança Libertadora Nacional.
Neves, amigo de infância de Paulo Maluf, não se contenta em desfigurar o museu. Quer colocá-lo à sombra de uma torre de 125 metros de altura projetada por ele. O próprio arquiteto apelidou o projeto com o inacreditável nome de 'pirocão'. A justificativa jeca para a altura é que do topo da torre daria para ver o mar em dias claros. A torre, na visão de Neves, ajudaria a levantar recursos para o Masp. O arquiteto não consegue mostrar decentemente o melhor acervo da América Latina e quer mostrar o mar? Na escala Neves, uma torre parece valer mais do que um Rafael ou um Ticiano.
Parece inacreditável, mas há tucanos lotados na administração do prefeito José Serra (PSDB) que apóiam a construção da torre. Não percebem, talvez, que o museu corre o risco de virar uma extensão dos negócios imobiliários de Neves.
Essa história melancólica parece sinalizar o nascimento de uma nova era, na qual a elite privatiza bens públicos, como os museus, ou transforma-os em acessório de seus negócios. É o custo da ignorância, não dos pobres, mas dos que estão no topo da pirâmide econômica. Como não há mecenato no país, os museus viraram a casa da sogra.

Mario Cesar Carvalho é repórter especial.

Folha de S. Paulo - 06/11/2005 - "Caderno Mais!"

JORGE COLI

Licht

Parece que Goethe morreu dizendo "mais luz!". Em todo caso, qualquer um que visite a exposição do Masp, "Cem Maravilhas", só pode desesperar-se por mais e, sobretudo, melhor iluminação. Essa mostra arrasta-se há meses: ela é apenas uma seleção parcial do acervo que foi mandada para o subsolo.
Os funcionários do museu, muitos formados pelo professor Bardi, conseguem fazer com que o Masp continue emitindo alguns sinais de inteligência. É evidente o esforço para dar sentido a um projeto indigente, que revela uma instituição sem dinheiro, sem idéias, sem direção.
Mas não foram responsáveis pela pior, pela mais caótica iluminação de obras que certamente jamais existiu. Como nas trevas asfixiantes de uma catacumba, sob fachos de luz que anulam a matéria pictural, as preciosas telas daquela coleção lutam para emergir, ora cortadas pelas sombras, ora invisíveis pelos reflexos excessivos, ora ocultadas pelas penumbras.

Jorge Coli é historiador da arte.



Escrito por Ana Bolena às 09h02
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"Cultura é pensamento e reflexão. Pensar é o contrário de obedecer."

"A arte é o antídoto contra a barbárie" 

"Pensar é um ato que põe em dúvida a estrutura de tudo"

"Todo homem que em si não traga música

E a quem não toquem doces sons concordes,

É de traições, pilhagens, armadilhas

Seu espírito vive em noite obscura

Seus afetos são negros como o Érebo:

Não se confie em homem tal..." 

Shakespeare - "O Mercador de Veneza"

"Há uma certa delicadeza de alma que só a leitura propicia. Sem livros, a vida é selvagem, bruta, dura. Não há transcendência possível. Não há a humanidade necessária." - Cíntia Moscovich - Escritora e jornalista gaúcha



Escrito por Ana Bolena às 17h59
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O maravilhoso Top Cine (Av. Paulista, 854 - São Paulo - Telefone: 11-287-3761) está reprisando quase todos os filmes do François Truffaut, meu muso cinematográfico. Nesta mostra, os fãs do Truffa poderão ver e rever o chamado "Ciclo Antoine Doinel" - filmes protagonizados pelo personagem criado à imagem e semelhança do diretor,  personificado pelo ator Jean-Pierre Léaud - e acompanhar as tentativas desastradas (e engraçadíssimas) do protagonista em manter o casamento e um emprego decente. Faltou na seqüência o curta "Antoine e Collete", este pequenino clássico sobre o amor juvenil. Mas não importa. Esta seleção do Top Cine já é suficiente para nos revelar a arte de Truffaut em tornar sublimes os temas mais descompromissados.

OS INCOMPREENDIDOS (Les Quatre Cent Coups) - França, 1959. Com Jean-Pierre Léaud, Claire Maurier e Albert Rémy. Aqui nos surprrendemos com a espontaneidade e o talento de Jean Pierre Léaud, nos seus quatorze anos, incorporando pela primeira vez Antoine Doinel, menino de vida problemática e espírito rebelde. Será nas ruas de Paris que o pobre Doinel sofrerá os "400 golpes" do título original. Este clássico da Nouvelle Vague foi o grande vencedor do Festival de Cannes de 1959 e Léaud tornou-se a coqueluche do momento. Assista o filme e veja o porquê.




BEIJOS PROIBIDOS (Baisers Volés) - França, 1968. Com Jean-Pierre Léaud, Claude Jade, Daniel Ceccaldi e Claire Duhamel. - Rodado no turbulento ano de 1968, "Beijos Proibidos" superou as expectativas e  tornou-se um sucesso comercial estrondoso, recuperando financeiramente a produtora do Truffaut, a "Films do Carrosse". Curioso é que "Beijos Proibidos" não contou com a dedicação total do diretor, que por esta época estava mais preocupado com o destino da Cinemateca Francesa do que com os rumos do seu próprio trabalho. (Observem no início do filme uma tomada das portas do Pallais de Chaillot e a seguinte inscrição: "Este filme é dedicado à Cinemateca Francesa de Henri Langlois" - trata-se de uma menção aos episódios de 1968. Para uma pálida idéia do que foi aquilo, assista "Os Sonhadores", de Bernardo Bertolucci).
Em "Beijos Proibidos", Antoine Doinel é expulso do exército e decide procurar sua namorada, com quem mantinha correspondência. Enquanto tenta levar a moça para o altar, Doinel arranja casos fugazes e empregos mais fugazes ainda.....




DOMICÍLIO CONJUGAL (Domicile Conjugal) - França, 1970 - Com Jean-Pierre Léaud, Claude Jade, Hiroko Berghauer, Daniel Ceccaldi - Este filme não ficou do agrado do Truffaut, pois os trabalhos transcorreram a toque-de-caixa. Apesar das dificuldades, "Domicilio..." acabou se tornando uma historia tão divertida como a de "Beijos Proibidos"! O clima leve e primaveril teve que ser obtido em pleno inverno, para o martírio dos atores - Claude Jade e Léaud tiritaram de frio em longas tomadas pelas ruas de Paris! Tudo isso para nos contar como Antoine Doinel se virou para garantir a vida de casado e sua saga (eterna) em busca do emprego para sustentar não só a mulher, mas o filho a caminho e....uma amante japonesa!



AMOR EM FUGA (L'Amour en Fuite) - França, 1979 - Com Jean-Pierre Léaud, Claude Jade, Marie-France Pisier e Dorothée - Este eu considero o pior dos filmes do Truffaut. Após o fracasso de "O Quarto Verde", o caminho mais fácil para a "Films du Carrosse" sair do vermelho foi ressucitar Antoine Doinel, personagem que Truffaut prometera não mais levar às telas. Deveria ter cumprido a promessa.... O filme é quase todo construído com cenas dos filmes anteriores do ciclo, inseridas aqui para ilustrar os inúmeros flash-backs que deixam a narrativa bem capenga. Vale assistí-lo apenas para sabermos afinal que fim levou Doinel e suas indefinições na vida. (OK, e também por algumas boas sacadas...)
Em "Amor em Fuga", Doinel é o primeiro a se divorciar na vigência de uma nova lei francesa, tornando-se destaque na mídia. Alphonse, seu filho, já tem uns sete anos, e toca violino como a mãe. Vai ser por causa de Alphonse que Doinel reencontra Collete, sua primeira paixão. Daí o pretexto para os tais flash-backs. (E é por isso que deveriam passar o "Antoine e Collete"... A Collete sempre volta, é um caso mal resolvido do protagonista....).




Aqui, a fonte para as informações deste post: o livro "François Truffaut: uma biografia", de Antoine Baecque e Serge Toubiana, Editora Record. Refúgio e fortaleza para os fãs.



E aqui, Truffaut ensina Jean-Pierre Léaud a fazer uma das cenas mais engraçadas de "Domicílio Conjugal", quando Doinel precisa se adaptar aos costumes de sua amante japonesa................

Um abraço a todos!



Escrito por Ana Bolena às 11h46
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É muito fácil desestabilizar um país: deixe faltar gasolina e leite condensado para a classe média. A seguir, fomente uns atos de vandalismo para que a opinião pública começe a achar que está tudo uma baderna e que já não há mais governo. E, para concluir, alardeie a vinda de um salvador da pátria que restaurará a ordem e a moral. Pronto, eis o golpe! Vindo em triunfo, contando com o apoio da maioria!

O filme "Machuca", de Andres Wood, nos mostra como foi a versão chilena da receita acima - muito popular na América Latina nos anos 60/70. Conseguiram ser piores que nós em violência e número de mortos! Por isso, custa-me a crer como muitos ainda hoje agitam suas bandeirinhas chilenas e seus "tchacos" em prol de Pinochet...




Escrito por Ana Bolena às 15h10
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Coisas boas da vida:

* sol

* aula de francês

* passeio na Pinacoteca

* compras na lojinha da Pinacoteca

* café expresso

* cinema

* esbórnia na FNAC

* ler um livro

* coca-cola de garrafa de vidro es-tu-pi-da-men-te gelada

* saber que amanhã é só o primeiro dia de um feriado prolongado!



Escrito por Ana Bolena às 15h06
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